Quem sou eu?
Para onde vou?
De onde venho?
O que faço aqui?
Clama por resposta a consciência do pré-socrático
Esta natureza é sem idade e sem velhice - brada Hipólito
Tudo surgiu da água, do infinito ou do ar? - Tales, Anaximandro ou Anaxímeres?
Água, terra, fogo e ar - me revela Empédocles
O que é eterno neste mundo?
Os números são as verdades eternas, Pitágoras!
Tudo nasce, se transforma e se dissolve, me dizia Heráclito
Nada muda, a mudança é uma ilusão - conserta Parmênides
Tudo sempre existiu e sempre existirá - interpela Melisso
A razão que tenho é como penso as coisas
Não! Não! Isso é o próprio ser das coisas!
O mundo não é mais que uma representação
Tomando consciência de mim mesmo, experiencio minhas vontades e paixões
O mundo concreto é fruto do mundo das Idéias, isto é Platônico?
Não existe um outro mundo além deste que vivemos - esbraveja meu superego aristotélico
O ser-aí, o ser-no-mundo, ser-a-cada-momento ou de-cada-vez de Heidegger
Estou condenado a ser livre, Em Si e Para Si, conforme Sartre
O que me resta é tomar a taça de cicuta
Boa Noite!!!
Ah, e antes que me esqueça
Duvide de tudo isso...
(Rodrigo Vaz)
domingo, 30 de novembro de 2008
sábado, 22 de novembro de 2008
Sangue de Barata (Secos & Molhados)
Sentado no sofá
Comendo cornflake
Assistindo tv
Por puro deleite
Vem a noticia
De que policia
Prendera um ladrão
-desses com fome
Que dorme no chão
Ou em pé na prisão
Há quem diga até
Que é por falta de fé
Que rouba e que mata
Nascido da lata do lixo
Considerado um bicho
Assim com ele
Comendo cornflake
Sentado assistindo
Vivendo e morrendo
Por puro deleite
Vem a certeza
Que a nobreza
Perdera a cabeça
-dessas barrocas
Que de tão ôcas
Se salvam poucas
Há quem diga até
Que é por meio da fé
Que rouba e contrata
Nascido aristocrata
Com sangue de barata
Rondó do Capitão (Secos & Molhados)
bão balalão
senhor capitão
tirai este peso
do meu coração
não é de tristeza
não é de aflição
é so esperança
senhor capitão
a leve esperança
a aerea esperança...
aerea pois não!
--peso mais pesado
não existe não
ah! livrai-me dele
senhor capitão
Metereologia
A lua prenuncia que a noite vai ser boa
Branca com tons amarelados
Indica que os apaixonados irão se beijar
E as dores de cotovelo acabarão num bar
As estrelas circula no céu
A cadente passa e esbanja seu véu
Avisando que algo vai acontecer
De repente... Puft!!!
O mar se descortina maestralmente sobre a areia
Uma onda de sonhos vai chegar
Conflitos também irão de surgir
Assustado, olho as nuvens
Elas confirmam tudo
Desenhando em tons cinza-claros
Os apaixonados, eu e você...
A dor de cotovelo e os conflitos...
Caio na areia:
Amanhã será um novo dia!
(Rodrigo Vaz)
Branca com tons amarelados
Indica que os apaixonados irão se beijar
E as dores de cotovelo acabarão num bar
As estrelas circula no céu
A cadente passa e esbanja seu véu
Avisando que algo vai acontecer
De repente... Puft!!!
O mar se descortina maestralmente sobre a areia
Uma onda de sonhos vai chegar
Conflitos também irão de surgir
Assustado, olho as nuvens
Elas confirmam tudo
Desenhando em tons cinza-claros
Os apaixonados, eu e você...
A dor de cotovelo e os conflitos...
Caio na areia:
Amanhã será um novo dia!
(Rodrigo Vaz)
sexta-feira, 21 de novembro de 2008
Foraclusão
Hoje eu não sinto nada
O dia está verde-claro
As nuvens estão brancas
Como sempre
É tudo tão igual
A menina que passa
A dona do boteco que grita
O bêbado que me pára querendo conversar
Hoje eu não sinto nada
Nem tuas mãos, nem teus olhos
As borboletas voam
O galo canta
O cachorro late
É tudo tão igual
Hoje eu não sinto nada
A vida em tons pastéis
As folhas amareladas
O vômito, e a barriga vazia
Hoje, só por hoje
Eu te prometo não sentir nada
(Rodrigo Vaz)
O dia está verde-claro
As nuvens estão brancas
Como sempre
É tudo tão igual
A menina que passa
A dona do boteco que grita
O bêbado que me pára querendo conversar
Hoje eu não sinto nada
Nem tuas mãos, nem teus olhos
As borboletas voam
O galo canta
O cachorro late
É tudo tão igual
Hoje eu não sinto nada
A vida em tons pastéis
As folhas amareladas
O vômito, e a barriga vazia
Hoje, só por hoje
Eu te prometo não sentir nada
(Rodrigo Vaz)
domingo, 2 de novembro de 2008
Êeee Maíraaa, Êeee Maíra
Era bonita e tinha olhos de jabuticaba
Olhava para mim com um olhar ingênuo
Pedia abrigo, pedia carinho
Era um gatinho abandonado
Era bonita e tinha olhos de jabuticaba
Olhava para mim furiosa
Seu sangue fervia, seu olhar fustigava
Era uma abelha assanhada
Era bonita e tinha olhos de jabuticaba
Nem olhava para mim, só eu a olhava
Tinha pernas bonitas e uma voz sensual
Era a menina que amava
Era bonita e tinha olhos de jabuticaba
(Rodrigo Vaz)
Olhava para mim com um olhar ingênuo
Pedia abrigo, pedia carinho
Era um gatinho abandonado
Era bonita e tinha olhos de jabuticaba
Olhava para mim furiosa
Seu sangue fervia, seu olhar fustigava
Era uma abelha assanhada
Era bonita e tinha olhos de jabuticaba
Nem olhava para mim, só eu a olhava
Tinha pernas bonitas e uma voz sensual
Era a menina que amava
Era bonita e tinha olhos de jabuticaba
(Rodrigo Vaz)
Anunciação
É no batuque dos tambores
É no canto da cotovia
Que algo se anuncia
Liberta-me da brancura
Preenche os espaços vazios
Cubra com carinho este corpo nu com frio
Olha aquela árvore
Olha aquele sol
Vê essa lua
Brancos, índios, negros
Miscigenados, mamelucados
Homens e mulheres, seres humanos
Ansiosos, os humanos se ajuntam
Estão atentos, expectativos
Um mousse de carne e osso
Agora tá tão calor!
Me esquenta um pouco
Um carinho é tão bão!
Tudo está pronto!
Os seres humanos se ajuntam
Atentos, expectativos
Ansiosos, são carne e osso
É no canto da cotovia
Que algo se anuncia
Liberta-me da brancura
Preenche os espaços vazios
Cubra com carinho este corpo nu com frio
Olha aquela árvore
Olha aquele sol
Vê essa lua
Brancos, índios, negros
Miscigenados, mamelucados
Homens e mulheres, seres humanos
Ansiosos, os humanos se ajuntam
Estão atentos, expectativos
Um mousse de carne e osso
Agora tá tão calor!
Me esquenta um pouco
Um carinho é tão bão!
Tudo está pronto!
Os seres humanos se ajuntam
Atentos, expectativos
Ansiosos, são carne e osso
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