na janela de vidro transparente de uma caixa retangular que se chamava ônibus, a menina, com olhos admirados e verdes
o verde demonstrava a sua imaturidade, como fruto que ainda não caiu e que continua preso à mãe árvore
o menino caminhava com olhos comovidos sobre o asfalto encardido, com os óculos: outra janela de vidro transparente
eram humanos, pois nunca revelavam nada por completo, sempre ficavam cifras nas entrelinhas. E faziam questão que elas permanecessem
dormiam e sonhavam com os restos de seus dias que não foram realizados. Nos sonhos, as janelas de vidro se tornavam películas finas
se vestiam como fazem os chamados civilizados, mas a casca não importava muito para eles: a gema é que dava o sabor sempre com alguma pitada de sal
e hoje, ela vê ele. Ele de calça azul confunde-se com a clássica cor do céu, ela ao vê-lo desvia o olhar um instante para as nuvens: estão cinzas
agora começa a chuva, e eles se perdem no infinito como gente só(zinha) reunida
(rodrigo vaz & isa paula)
terça-feira, 22 de junho de 2010
Quando vi o mundo
Belos olhos
E a vida passando
E os sinos tocando
E o mar revoltado
Belos olhos
E o trem saindo
E as irmãs orando
E a música no ar
Belos olhos
E a noite rolando
E o riso rasgando
E nada mais no lugar
(Rodrigo Vaz)
E a vida passando
E os sinos tocando
E o mar revoltado
Belos olhos
E o trem saindo
E as irmãs orando
E a música no ar
Belos olhos
E a noite rolando
E o riso rasgando
E nada mais no lugar
(Rodrigo Vaz)
quarta-feira, 9 de junho de 2010
Compasso
sábado, 5 de junho de 2010
Vira
domingo, 16 de maio de 2010
Preciosos prazeres carnais
Sustentam-se de pequenas manias
Roer as unhas
Coçar a barba
Cheirar o "suvaco" do bebê da vizinha
Se entregam a determinados prazeres
Chegar primeiro para não ser o "filho do padre"
Sonhar pulando de pará-quedas
Dormir nu depois de um dia de cansaço
Vivem de deliciosos vícios
Furtar amoras
Fazer escambo com girassóis
E esconder debaixo da "manga" alguns corações
(Rodrigo Vaz)
Roer as unhas
Coçar a barba
Cheirar o "suvaco" do bebê da vizinha
Se entregam a determinados prazeres
Chegar primeiro para não ser o "filho do padre"
Sonhar pulando de pará-quedas
Dormir nu depois de um dia de cansaço
Vivem de deliciosos vícios
Furtar amoras
Fazer escambo com girassóis
E esconder debaixo da "manga" alguns corações
(Rodrigo Vaz)
quinta-feira, 13 de maio de 2010
Sexo dos anjos
Eu quero que você morra....
Morra de beijos...
De abraços....
De desejo...
De sexo...
Não corra!
Pois eu quero que você pule no momento certo...
Me beije...
Me abrace...
Me mate de sorrisos
Me arranhe, mas de leve
Como um beija-flor
Gargalhe!
Grite!
Deixe que eu te ergo pelos ares
e faço você respirar as nuvens
Depois eu solto...
Você perceberá que não terá asas
Mesmo assim te chamarei de anjo...
Anjos não morrem...
Mas eu quero que você morra...
Morra no rock, morra comigo...
Tenha medo de ser feliz
E assim te verei humana
(Rodrigo Vaz)
Morra de beijos...
De abraços....
De desejo...
De sexo...
Não corra!
Pois eu quero que você pule no momento certo...
Me beije...
Me abrace...
Me mate de sorrisos
Me arranhe, mas de leve
Como um beija-flor
Gargalhe!
Grite!
Deixe que eu te ergo pelos ares
e faço você respirar as nuvens
Depois eu solto...
Você perceberá que não terá asas
Mesmo assim te chamarei de anjo...
Anjos não morrem...
Mas eu quero que você morra...
Morra no rock, morra comigo...
Tenha medo de ser feliz
E assim te verei humana
(Rodrigo Vaz)
terça-feira, 4 de maio de 2010
Isto não é uma poesia de amor
Parecia trazer consigo toda a colheita de girassóis
Do último verão
Entregava para cada amante uma pétala
Para mim só sobravam as sementes
Sementes de girassóis!
Causava frisson por onde passava
Todos caiam aos seus pés
Pedidos de clemência era suplicados
Por que não olhas para estes mortais?
Só versos de Florbela Espanca a entretiam
No inverno, quando a neve cai
E a ampulheta do tempo traz o traço efêmero da vida
Ela incorpora Cleópatra
Convoca seus súditos
E os amarra aos seus pés
(Rodrigo Vaz)
Do último verão
Entregava para cada amante uma pétala
Para mim só sobravam as sementes
Sementes de girassóis!
Causava frisson por onde passava
Todos caiam aos seus pés
Pedidos de clemência era suplicados
Por que não olhas para estes mortais?
Só versos de Florbela Espanca a entretiam
No inverno, quando a neve cai
E a ampulheta do tempo traz o traço efêmero da vida
Ela incorpora Cleópatra
Convoca seus súditos
E os amarra aos seus pés
(Rodrigo Vaz)
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