Não sabia o que sentia
Apenas sentia
Não sabia o que via
Apenas via
Não sabia quem amava
Apenas amava
O problema é que depois...
Eu não sabia o que comia...
(Rodrigo Vaz)
domingo, 31 de janeiro de 2010
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
Mamão (com) açúcar
Delicada...
Com a xícara na mão
Ela despeja todo o café na lavanderia
Suave...
Come todas as amoras
Passa mal, mas antes me dá um beijo
Simplória...
Chuta todas as barracas
E com o pau rasga o seu mundo
Coesa...
Suja a mão de areia
Quando se balança no parquinho
(Rodrigo Vaz)
Com a xícara na mão
Ela despeja todo o café na lavanderia
Suave...
Come todas as amoras
Passa mal, mas antes me dá um beijo
Simplória...
Chuta todas as barracas
E com o pau rasga o seu mundo
Coesa...
Suja a mão de areia
Quando se balança no parquinho
(Rodrigo Vaz)
sábado, 16 de janeiro de 2010
Passado a limpo
Lave sua boca
Antes de chupar qualquer coisa
Limpe sua latrina
Antes de apontar o dedo para alguém
Ponha colírio nos olhos
Antes que o vejam
E lembre de por tudo
Pra debaixo do tapete
(Rodrigo Vaz)
Antes de chupar qualquer coisa
Limpe sua latrina
Antes de apontar o dedo para alguém
Ponha colírio nos olhos
Antes que o vejam
E lembre de por tudo
Pra debaixo do tapete
(Rodrigo Vaz)
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
Ouça o que digo

Seja uma menina
brinque de peão e corra na rua
Seja uma mulher
corra quando a chuva vier e aguarde a Lua
Seja uma menina
chupe picolé quando estiver gripada
Seja uma mulher
quando gripada não esqueça o remédio
Seja uma menina
estude matemática e leia Veríssimo
Seja uma mulher
Pinte Kahlo e veja Almódovar
Seja uma menina
coma chocolate e suje a caixa de maquiagem de sua mãe
Seja uma mulher
solte a pipa e não espere ela voltar
(Rodrigo Vaz)
terça-feira, 29 de dezembro de 2009
Lentes ou Uma Análise Multifacetada
Alguns precisam de óculos para ver melhor
Esses eu não os suporto!
Gosto de visuais multifacetados
De colorações tonais imprevisíveis
Os óculos que eu tenho possuem lentes outras
Não estão de acordo com as tendências
Na verdade, elas nem existem
Da superfície de registro do meu nervo óptico
Eu me atento as intensidades puras da minha superfície de produção
E a minha superfície de consumo se torna comunidade de sentidos
E pelo humor vítreo que carrego comigo
Percebo as gotas de sal daquilo que chamam saudade
(Rodrigo Vaz)
Esses eu não os suporto!
Gosto de visuais multifacetados
De colorações tonais imprevisíveis
Os óculos que eu tenho possuem lentes outras
Não estão de acordo com as tendências
Na verdade, elas nem existem
Da superfície de registro do meu nervo óptico
Eu me atento as intensidades puras da minha superfície de produção
E a minha superfície de consumo se torna comunidade de sentidos
E pelo humor vítreo que carrego comigo
Percebo as gotas de sal daquilo que chamam saudade
(Rodrigo Vaz)
domingo, 20 de dezembro de 2009
Colméia
ela tem a tez molhada de alfazema
perolada com açúcar granulado
chocolate meio amargo
duas faces de maça verde
doce, olhos de jabuticaba
lábios carnudos, grandes lábios pessegados
pés, braços e antebraços de pura energia
vitamina C
(rodrigo vaz)
perolada com açúcar granulado
chocolate meio amargo
duas faces de maça verde
doce, olhos de jabuticaba
lábios carnudos, grandes lábios pessegados
pés, braços e antebraços de pura energia
vitamina C
(rodrigo vaz)
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
Paredes de concreto ou O que vejo da minha sala
Hoje eu presenciei um nó
Não é nó de atar, de cadarço de sapato
Nem nó de sacola, de rede
Na verdade, esse nó a gente sente
É nó da garganta
Que impede que qualquer palavra seja expelida
Que qualquer beijo e abraço seja suficiente
Que qualquer choro seja lágrima de sal
E não é só isso!
As correntes já estão na calçadas
Em frente à um muro
Que dá acesso para o abismo
Il ya plusieurs façons de tomber dans l'abîme, mais une seule fait le saut. Lorsque vous réussissez, faites tomber ce mur et de construire un autre. D'autres lacunes viendra." - dizia a escrita de giz na parede do muro.
(Rodrigo Vaz)
Não é nó de atar, de cadarço de sapato
Nem nó de sacola, de rede
Na verdade, esse nó a gente sente
É nó da garganta
Que impede que qualquer palavra seja expelida
Que qualquer beijo e abraço seja suficiente
Que qualquer choro seja lágrima de sal
E não é só isso!
As correntes já estão na calçadas
Em frente à um muro
Que dá acesso para o abismo
Il ya plusieurs façons de tomber dans l'abîme, mais une seule fait le saut. Lorsque vous réussissez, faites tomber ce mur et de construire un autre. D'autres lacunes viendra." - dizia a escrita de giz na parede do muro.
(Rodrigo Vaz)
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